Vereadores visitam o Hospital Estadual Ernestina Lopes Jaime em Pirenópolis

A Câmara Municipal de Itaberaí representada pela Presidente em exercício, Janayna Wollp Lúcio, e pelos vereadores Elenister Galvão, Erivelto Ferreira, Pedro Cigano, Geraldo Amaral, Valquir Horácio, Leonardo Araújo e Reis Araújo, o Secretário de Comunicação Rubens Neto, juntamente com o Secretário Municipal de Saúde, Zanderlan Moreira, visitaram o Hospital Estadual Ernestina Lopes Jaime em Pirenópolis para entenderem como funciona essa unidade de saúde e porque ela se tornou uma referência em excelência de atendimento e é tão elogiada pelos moradores da cidade e da região.

O local, administrado por uma OSs, virou referência em atendimento de excelência e é muito aclamado pela população. O hospital foi fundado em 1944 e assim como alguns outros do Brasil, faltavam medicamentos e as filas de espera de atendimento eram enormes. Porém, tudo mudou em 2014, pois o hospital não é mais administrado pelo Poder Público e sim por uma Organização Social de Saúde (OSs).

A reunião aconteceu com a Diretora do local, Silvana Maria Graziani, a Gestora de Recepção, Hilda Fleury e o Gerente Médico, Cláudio Medrado. Eles explicaram quais foram os pontos positivos dessa mudança. De acordo com a Diretora Geral, a principal transformação foi em relação ao abastecimento, pois hoje não falta nada, nem uma agulha, porque o processo de aquisição é diferente do realizado pelo Poder Público, que tem muita burocracia.

Além disso, o hospital tem nove especialidades que normalmente o SUS não oferece, como por exemplo, neurologia, endocrinologia e psiquiatria. O local realiza cirurgias como de vesícula, fimose, para a retirada de útero ou ovário, de hérnia, perineoplastia, ligadura, de dermatologia, parto cesárea e outras. O local atende por agendamento e também emergência e em casos complexos eles encaminham para Anápolis.

O hospital conta com seguranças na portaria, tem 38 leitos e há um projeto de expansão para 68, sendo 10 de UTI. De acordo com a Diretora, eles sempre ultrapassam as metas. Se o Estado solicita 900 consultas de laboratório, eles conseguem fazer 1.160 e segundo ela, isso não seria possível se não fosse administrado por uma OSs. Outra facilidade é a contratação de médico específico, pois ao fazer um levantamento na cidade e destacar que o município é carente, por exemplo, em serviço de oncologia, é fácil de contratar um especialista.

Os vereadores questionaram sobre a prestação de contas e a Diretora Geral, Silvana Maria disse que é tudo muito transparente, que esse é um dos critérios da OSs e que toda a prestação de contas é publicada e avaliada pelos órgãos: “O dinheiro continua sendo público, só é administrado por uma organização social em vez de ser pelo Estado, então ainda assim é necessário rigor”. Ela também citou que outro critério é enxugar funcionário. A OSs não emprega por empregar, ela só contrata funcionários que têm realmente capacidade para trabalhar, que uma só pessoa desempenha a função de várias e com muita habilidade.

É raro hoje em dia alguém elogiar a saúde no Brasil, mas isso acontece com frequência com os moradores de Pirenópolis. O aposentado João Batista, mais conhecido como Tuta, dá nota 10 para a saúde e ainda fala: “Tudo melhorou, ficou bom demais da conta, deu 100% de melhoria. Lá você esperava dois meses para fazer algum exame, agora você pode fazer até hoje ou em uma semana e em três dias você já tá com o resultado em mãos. Todo mundo na rua comenta das melhorias”.

Para Jakeline Ramos da Silva, proprietária de um restaurante da cidade, depois que o hospital passou a ser administrado por uma OSs só teve pontos positivos: “Antes o pessoal chegava na portaria e era tumultuado, nada era direcionado e hoje é diferente, ficou mais organizado e fácil de procurar atendimento. É mais rápido tanto pra quem chega na emergência, como pra quem agenda atendimento.”, ela conta.